Iniciação à Programação no Ensino Básico 
(CCPFC/ACC-93773/18)

   

Modalidade:

Oficina de formação
   

Duração:

 25 horas presenciais + 25 horas de trabalho autónomo
   
Destinatários:  Educadores de infância e professores do grupo 110
   
Formadora:  Norberto Costa
   
Número de turmas:  1
   
Local de realização:  Turma 1 AE Dr. Vieira de Carvalho
   
Turmas Previstas:  Turma 1 AE Dr. Vieira de Carvalho
   
seleção dos formandos:  Turma 1 AE Dr. Vieira de Carvalho
   
:::::::::::::::::::::::::: PROG RAMA DA AÇÃO ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
   
Objetivos: A oficina de formação tem como principal objetivo dotar os professores de conhecimentos, ferramentas e metodologias de trabalho que promovam a dinamização de projetos que envolvam a programação e a robótica em contexto educativo e apoiá-los na dinamização da atividade de programação em contexto educativo, em especial no ensino básico e no âmbito da iniciativa da DGE “Iniciação à Programação no 1º Ciclo do Ensino Básico”.

Com esta oficina de formação de formadores pretende-se que os formandos:
– Fiquem a conhecer diferentes metodologias de aprendizagens ativas e suas caraterísticas distintivas e as utilizem nas suas práticas pedagógicas em função da situação de aprendizagem e do perfil dos alunos envolvidos;
– Conheçam e planeiem as suas práticas pedagógicas com recurso a metodologias de trabalho por projeto, estratégias diversificadas e modalidades de avaliação;
– Promovam, em contexto de sala de aula/escolar, a realização de atividades interativas, colaborativas e incentivadoras da criatividade;
– Entendam e apliquem princípios e conceitos fundamentais das Ciências da Computação na elaboração de tarefas para os alunos executarem no âmbito da iniciativa da DGE “Iniciação à Programação no 1º Ciclo do Ensino Básico”;
– Planeiem atividades que desenvolvam o pensamento computacional e implementem-nas em contexto sala de aula/escolar;
– Conheçam e utilizem ferramentas de programação por blocos adequadas ao ensino básico;
– Desenhem soluções codificadas articulando o pensamento computacional com áreas curriculares do ensino básico e programem respetivas soluções em ferramentas de programação por blocos;
– Delineiem atividades e estratégias de utilização de ferramentas de programação para crianças em contexto educativo, apliquem-nas em contexto de sala de aula e reflitam sobre as práticas;
– Desenvolvam competências na adoção de ferramentas de programação promotoras das competências das diferentes áreas das componentes do currículo, bem como nas áreas transversais;
– Avaliem metodologias e estratégias refletindo sobre as suas potencialidades atendendo aos seus efeitos nos processos de ensino e de aprendizagem.
   
Conteúdos:

Módulo 1: Aprendizagem Criativa
– Enquadramento e informação e sobre os conteúdos da formação e contextualização da iniciativa “Iniciação à programação no 1.º CEB”.
– Articulação curricular.
– Metodologias e estratégias de aprendizagens ativas e avaliação:
o Project Based Learning
o Problem Based Learning
o Game Based Learning
o Inquiry Based Learning
o Pair Programming

Módulo 2: Competências para o Séc. XXI e Pensamento Computacional
– Competências para o Séc. XXI.
– Pensamento computacional:
o Conceitos, caraterísticas e objetivos.
o Atividades de pensamento computacional.

Módulo 3: Ferramentas de Programação para Crianças
– Robótica Educativa.
– Ferramentas de programação por blocos adaptadas ao ensino básico:
o Principais ferramentas de programação por blocos para crianças e suas caraterísticas.
o Exploração de ferramentas de programação por blocos de acordo com as necessidades dos formandos.
o Planificação e conceção de recursos, utilizando as ferramentas de programação exploradas, promotores do pensamento computacional.

Módulo 4: Projeto
– Análise de exemplos de planificações de atividades de programação no contexto do 1º CEB.
– Estratégias e modalidades de avaliação.
– Reflexão crítica sobre o desenvolvimento de projeto suportado por metodologia de aprendizagem ativa, articulando a programação com áreas curriculares, e respetiva implementação em contexto do ensino básico.

   
Metodologia:

A oficina de formação, é constituída por 25 horas presenciais e 25 horas de trabalho autónomo.
A componente presencial desenvolver-se-á totalmente em regime presencial. As sessões presenciais conjuntas, intercaladas com sessões de trabalho autónomo, serão destinadas a:

1. apresentação e exploração das diversas temáticas constantes dos conteúdos;
2. realização de exercícios práticos num ambiente colaborativo, de partilha e reflexão;
3. reflexão critica sobre o desenvolvimento da componente de trabalho autónomo.

As temáticas a apresentar e trabalhar nas sessões presenciais encontram-se organizadas em 4 módulos distintos, iniciando-se com a apresentação e contextualização da iniciativa “Iniciação à Programação no 1º Ciclo do Ensino Básico”, análise do currículo do 1º CEB e uma abordagem às metodologias de aprendizagens ativas. Pretende-se neste módulo que os formandos contatem com diversas metodologias de aprendizagem ativas, bem como estratégias e modalidades de avaliação,passíveis de implementar no ensino básico em especial na articulação da programação com as áreas curriculares do 1º CEB. O 2º módulo inicia-se com uma abordagem às competências dos alunos para o Séc. XXI, atribuindo seguidamente especial ênfase ao pensamento computacional, onde se aprofundará o conceito, suas caraterísticas e atividades que potenciam estas competências. O módulo 3 tem especial enfoque na apresentação e exploração de diversas ferramentas de programação adequadas aos alunos do ensino básico. Deverão estar sempre presentes as temáticas abordadas anteriormente nos trabalhos que os formandos desenvolverão neste módulo. Pretende-se que planifiquem, desenvolvam e partilhem soluções, codificadas numa ferramenta de programação, para desafios e problemas articulados com as áreas curriculares. No 4º módulo destina-se a apoiar os formandos na planificação, organização e implementação de um projeto com atividades e tarefas a realizar por alunos do ensino básico que utilizem ferramentas de programação por blocos adaptadas ao ensino básico, e que sejam promotoras do desenvolvimento do pensamento computacional. A implementação do projeto deverá ocorrer em contexto real e promover, tanto quanto possível, a articulação curricular e transdisciplinaridade.

A componente de trabalho autónomo será apoiada pela plataforma LMS da ERTE/DGE (http://moodle.erte.dge.mec.pt). Nesta plataforma decorrerão interações múltiplas entre formandos e entre formandos e formador, criando-se comunidades de partilha de conhecimento e de experiências, onde os formandos são incentivados, através dos vários problemas colocados, a realizarem aprendizagens significativas.
As atividades centram-se na exploração dos temas propostos através de metodologias de trabalho ativas, realizadas tanto individualmente como em pequenos grupos, e desenvolvidas com a preocupação de ligação com os contextos e suas vivências profissionais.

Esta componente destina-se a:
- Aprofundamento, pelos formandos, dos trabalhos desenvolvidos nas sessões presenciais de forma a planificarem e conceberem o projeto pedagógico que irão aplicar em sala de aula com os alunos.
- Exploração de temas propostos pelo formador. Esta exploração decorrerá assente em metodologias de trabalho ativas, realizadas tanto individualmente como em pequenos grupos, e desenvolvidas com a preocupação de ligação com os contextos e vivências profissionais dos formandos. São apresentadas sugestões de leituras, vídeos e proposta a realização de tarefas de caráter prático pressupondo a interação em fóruns e a exploração e conceção de recursos.
- elaboração de planificações de aulas visando a aplicação de tarefas promotoras do desenvolvimento do pensamento computacional nos alunos do 1º ciclo do ensino básico, seleção das ferramentas de programação por blocos adaptadas ao ensino básico e construção das tarefas e dos instrumentos de avaliação
- lecionação em contexto sala de aula com os alunos, de acordo com as planificações realizadas e avaliação destas e das aprendizagens dos alunos
- elaboração de portfólio reflexivo.

   
Regime de avaliação:

 Os formandos serão avaliados nos termos definidos pelo Decreto- lei nº 22/2014 e Despacho n.º 4595/2015, tendo em conta os seguintes parâmetros/critérios: quantidade e qualidade da participação nas sessões presenciais e relatório individual de reflexão crítica, de acordo com o programa da ação e os artigos 16º, 17º e 18º do Regulamento Interno do CFAE maiatrofa.