Car@ Visitante,

Agora que estou a começar esta caminhada como diretor do cfae maiatrofa quero deixar aqui uma prova da vitalidade e rumo desta nossa comunidade. Nunca poderei justificar qualquer fracasso futuro com o legado que me deixaram porque sei que o centro é dono de um património invejável e por isso agradeço à diretora cessante, Judite Cardoso. Cabe-me não delapidar esta riqueza.

Os centros de formação são uma realidade com mais de 20 anos no sistema educativo português, mas as suas vidas nunca foram brandas dadas as constantes incertezas. Os centros sempre viveram na iminência de uma tempestade e agora estamos no olho de um furacão. Este é, então, um ambiente extremamente adverso em que projetos educativos bem enraizados são arrancados sem dó nem piedade e em que os professores sofrem pressões de tal ordem que quebram muitos dos melhores.

Não quero que o cfae maiatrofa seja mais um instrumento a garrotar os profissionais de educação das nossas escolas, mas temos de unir as nossas vontades para o conseguir. Temos de fazer do centro um espaço de terapia e não de tortura; uma equipa que consegue a divisão dos problemas e não a sua multiplicação; uma associação de liberdade e não de submissão; uma organização que honre o seu nome: “centro de formação” e não “centro de inspeção” ou “centro de avaliação”.

Ninguém deve obediência ao cfae mas todos temos obrigação de o acarinhar. Conto com todos para isso.

Águas Santas, 6 de dezembro de 2013

O (novo) diretor do cfae maiatrofa

Cândido Pereira